É fato: as cinematografias ibero-americanas, sobretudo as latino-americanas, ainda carecem de livros que registrem e que pensem o seu fazer. Uma das iniciativas para reverter essa situação vem agora do Festival de Cine de Huelva, na Espanha, que anunciou para sua 33ª edição, que acontece de 17 a 24.11, o lançamento contínuo de livros sobre o assunto.
Em parceria com a editora Ocho y Medio, de Madrid, o evento vai produzir a coleção “Libros de Ultramar”, cujo primeiro título será “Cine cubano de los sesenta. Mito y realidad”. O livro, escrito pelo investigador cubano Juan Antonio García Borrero, trata da década prodigiosa do cinema cubano, que corresponde aos primeiros anos da Revolução.
O plano é que, a cada edição do festival, novos títulos sejam publicados. Os organizadores planejam uma linha editorial independente e um projeto que dê conta dos vários aspectos do cinema ibero-americano. E haja trabalho.
