Terminou no último domingo, 24.02, o 11º Festival Internacional de Cine de Punta del Este, resgatado em 1998 e, desde então, um importante evento para o cinema latino. O vencedor foi o brasileiro Estômago, de Marcos Jorge, e a vitória vem para fortalecer a boa onda de premiações (e, paralelamente, de bilheteria) do cinema do Brasil.
Estômago, uma co-produção Brasil-Itália, é protagonizado por João Miguel (Cinema, aspirinas e urubus e O céu de Suely), que também foi premiado como melhor ator, e faz uma interessante relação entre comida e poder, com pontos altos para os diálogos. O filme também foi exibido em uma seção especial – gastronômica – do recente Festival de Berlim.
“Para mim é muito importante ver que o público ibero-americano gosta de Estômago, e estou muito feliz que o júri tenha compreendido e amado este filme”, disse Marcos Jorge à Agência EFE após o festival uruguaio. O longa, que estréia em abril no Brasil, é a estréia de Marcos como diretor de ficção; antes, ele trabalhou em publicidade e documentários.
Ponto(s) pro Brasil
Sem falar da vitória pouco esperada de Tropa de elite em Berlim – e de suas estréias internacionais, já anunciadas na Espanha e nos Estados Unidos –, o Brasil tem alguns motivos para comemorar o bom momento que vive seu cinema em termos de prêmios e até de bilheteria.
Falando somente por cima, Estômago foi premiado no Rio de Janeiro, em 2007, em Punta del Este e em Rotterdam, na Holanda, onde irá estrear comercialmente. Meu nome não é Johnny, de Mauro Lima, ainda em cartaz nas salas brasileiras, já contabiliza um público de 1,7 milhões de espectadores em apenas dois meses em cartaz.
Mas parece que a coroação da boa fase virá mesmo em maio, em Cannes, onde acredita-se que são muito altas as chances do Brasil entrar (com mais de um representante) na competição oficial. Será 2008 um ano importante para o cinema brasileiro?
Por Camila Moraes

