Passado o agito em torno ao Festival do Rio, que terminou na última quinta-feira, 04.10, as atenções do cinema no Brasil se voltam à Mostra Internacional de São Paulo, que chega agora à sua 31ª edição.
O Rio entregou seu principal prêmio – o troféu Redentor – a Mutum, adaptação de uma novela de João Guimarães Rosa que é o primeiro longa da diretora Sandra Kogut. Em maio, o filme venceu também a Quinzena de Realizadores de Cannes. Já Estômago, de Marcos Jorge, foi o eleito do público, além de levar troféus por melhor direção, melhor ator (João Miguel) e uma menção especial ao ator Babu Santana. A elogiada Carla Ribas, de A casa de Alice, ganhou como melhor atriz. Na categoria documentários, Condor, de Roberto Mader, foi eleito o melhor, enquanto Cao Hamburger foi escolhido melhor diretor por seu Andarilho. Novamente segundo o público, o melhor documentário do ano é Memória para uso diário, de Beth Formaggini.
Na categoria dos (hispano-) latinos, Luz silenciosa, do mexicano Carlos Reygadas, foi o vencedor. O filme foi celebrado em Cannes-2007 e já venceu vários prêmios em distintos festivais. O Prêmio de personalidade latino-americana de cinema foi de Fernanda Montenegro, por sua atuação em O amor nos tempos do cólera. Os demais resultados podem ser conferidos no site oficial do evento.
São Paulo larga em 19.10
Com a proposta de discutir a crise da cinefilia – “Nós, críticos, estamos perdendo a credibilidade”, disse Leon Cakoff –, a 31ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo vai exibir cerca de 400 filmes entre 19.10 e 01.11. O diretor argentino radicado no Brasil Héctor Babenco é quem assina – e protagoniza como “homem-placa” – o novo cartaz do evento (foto). Seu filme O passado, com Gael García Bernal no papel principal, será o filme de abertura da mostra, a ser exibido no Auditório do Ibirapuera no próximo dia 18. Gael deverá comparecer à Mostra para a divulgação de seu longa, Défict.
Já a cerimônia de encerramento acontecerá no Memorial da América Latina, dia 01.11, às 21 horas, com a primeira exibição no Brasil de No country for old men, o novo filme dos irmãos Joel e Ethan Coen. Entre as novidades, está que o escritor, crítico e atual diretor da Cinemateca Francesa, Serge Toubiana, é quem vai coordenar os debates em torno da questão da crise da cinefilia. Da programação, farão parte, além dos títulos novos, as retrospectivas: Jia Zhang-Ke, Claude Lelouch e Jean-Paul Civeyrac.
A programação oficial ainda não foi divulgada. Saiba mais no site oficial.
Por Camila Moraes
