Passado o Festival de Lima, as atenções dos interessados em cinema latino se dirigem ao Santiago Festival Internacional de Cine, o SANFIC, que está acontecendo desde 14.08 na capital chilena, até a próxima segunda-feira, dia 20. Essa é a terceira edição do evento, que ganha importância a cada ano.
Em 2007, além da competição entre produções estrangeiras, concorrem nove filmes na categoria exclusiva de filmes latinos. Dela fazem parte: Cocalero, documentário sobre Evo Morales feito entre Bolivia e Argentina, o brasileiro O ano em que meus pais saíram de férias, Esas no son penas, do Equador, Familia tortuga, do México, La León, coprodução Argentina-Francia, La vida me mata, do Chile, M, documentário argentino, Shirgo, do México, e Tierra roja, um documentário paraguaio.
O festival anuncia também a seção “Novidades em Latinoamérica” que, apesar de não trazer coisas tão novas como anuncia, inclui filmes latinos importantes dos últimos anos, como Quien mató a la llamita blanca?, imperdível a produção boliviana de 2006, Soy Cuba – El mamute siberiano, documentário do brasileiro Vicente Ferraz sobre o clássico soviético-cubano de 2005 e Nacido y criado, de 2006, último filme do diretor argentino Pablo Trapero (e não “Pablo Lavín”, como diz a página do evento). Destaque especial, nessa parte, para Los puños de una nación, da panamenha Pituka Ortega Heilbron, que relaciona a historia do boxeador panamenho Roberto “Mano de piedra” Durán (foto) com o frágil sentimento de nacionalismo no Panamá.
Mais informações no site oficial: www.sanfic.cl.
Por Camila Moraes
