
O Brasil já tem seu primeiro longa em plano-sequência: Ainda Orangotangos, do gaúcho Gustavo Spolidoro, 36, produzido pela Clube Silêncio, com duração de 81 minutos e 15 personagens que transitam por Porto Alegre.
Com estréia marcada para 29.08 na capital do Rio Grande do Sul, o filme é uma adaptação de seis contos do livro homônimo escrito pelo também gaúcho Paulo Scott, roteirizados pelo Spolidoro e Gibran Dipp, e com rock gaúcho na trilha. “São várias histórias, uma vai passando o bastão para a outra ao longo do filme”, disse o diretor à Folha Online.
Para dar conta do recado, o diretor contou com uma equipe de 180 pessoas, que foram espalhadas em um perímetro de 15 quilômetros na região central de Porto Alegre. O projeto, que custou R$ 1 milhão conseguidos através de um edital do Ministério de Cultura, já circulou por 10 festivais e tem participações previstas em outros cinco: Sanfic, em Santiago do Chile; Milano Internacional, em Milão, na Itália; Latinbeat, em Nova York, nos Estados Unidos; Festival de Lima, no Peru; e Festival de Oslo, na Noruega.
Gustavo Spolidoro nasceu em 1972 em Porto Alegre. Formado em Comunicação Social pela PUC/RS, já dirigiu 14 curtas. Ele foi um dos produtores do filme “Cão Sem Dono” (2007) e já trabalha em seu próximo filme: Monte Vêneto, que vai contar as descobertas sexuais de cinco adolescentes do interior do Rio Grande do Sul.
PVC-1
A Colômbia também lançou recentemente seu longa em plano-sequência, com duração de 85 minutos. PVC-1, de Spiros Stathoulopoulos (29 anos). O filme, que esteve na Quinzena de Realizadores de Cannes e em vários outros festivais e foi distribuído comercialmente para vários países, conta a história (baseada em fatos reais) de uma mulher que foi seqüestrada e ameaçada com um colar bomba posto em seu pescoço.
(Via Folha de São Paulo)
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